O setor de reposição tem horizonte otimista nos próximos anos no Brasil, com previsão de alta nos negócios de, em média, 5% ao ano.
A conclusão é de estudo realizado pela consultoria Roland Berger em parceria com Sindipeças, Sincopeças e Sindirepa, ao qual a Agência AutoData obteve acesso.
De acordo com a pesquisa apenas em 2015 os negócios no segmento deverão movimentar R$ 23 bilhões – R$ 19,5 bilhões em autopeças e R$ 3,5 bilhões em fluidos. Desse faturamento 55% serão concentrados no segmento de automóveis e 45% no de pesados.
Stephan Keese, consultor sócio da Roland Berger, atribui a projeção positiva à ampliação da frota circulante brasileira nos últimos anos e ao aumento do que chama de valor por veículo: “os modelos comercializados no País estão mais complexos, com maior tecnologia e mais eletrônica embarcada”.
Keese explica que para a confecção do estudo a consultoria ouviu os diversos elos da cadeia de reposição, incluindo profissionais das próprias montadoras e de fornecedores, distribuidores, varejistas, associações e oficinas. A conclusão é a de que o segmento da reposição automotiva oferece boas oportunidades de negócio a empresas que se estruturarem a esse mercado, mas deve-se levar em conta seu cenário bastante específico, analisa o consultor:
“Para muitas empresas a reposição é um negócio de segunda prioridade. Vemos hoje, com a queda da produção automotiva, que grandes fornecedores aplicam esforços na reposição para mitigar as perdas no OEM. No entanto esta trata-se, ainda, de uma ação pontual, de curto prazo”.
Desta forma as melhores chances de ganhos em rentabilidade na fatia da reposição, de acordo com Keese, dependem de estratégias de médio e longo prazo: “É preciso investir em processo logístico, entender a cadeia de distribuição e reduzir custos operacionais para, assim, conseguir uma boa margem de lucro”.
O consultor destaca a importância dos varejistas como clientes. “Há aqueles que compram direto da fábrica, além dos distribuidores que vendem diretamente para as oficinas. Cada região, e até mesmo cada peça, tem uma característica específica. Trata-se de um mercado bem diversificado.”
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